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Próteses

POR QUE SE TEM QUE ESPERAR PARA PÔR A PRÓTESE ?

Assim como um braço ou perna quebrados, o osso que recebe um implante precisa de um período de imobilização e repouso para se consolidar. Este período recebe o nome de osseointegração e nele reside a base da mudança dos implantes convencionais para os osseointegráveis. Os implantes convencionais (justaósseos, agulhados, laminados etc.) recebiam a prótese logo após a sua colocação e, em função disso, formava-se ao seu redor um tecido diferenciado, fibroso, daí saindo o termo fibrointegrados. Nessas circunstâncias, os implantes ficavam envoltos como que por uma cápsula. A partir do surgimento dos implantes osseointegrados, o que se busca é um contato direto entre o implante e o osso, sem interposição de tecidos, numa união íntima. Por este motivo, passou-se a usar o titânio, iniciou-se a preocupação de não provocar trauma térmico no osso, começou-se a deixar o implante sepulto (com a gengiva fechada) e principalmente a aguardar-se o período de repouso. É em função destes cuidados (e de alguns outros não tão importantes) que ocorre a tão desejada osseointegração e por isso deve-se esperar para a colocação da prótese definitiva. Durante este período, o paciente usará uma prótese provisória que, em alguns casos, poderá ser a própria prótese que ele já usava.

POR QUE É DIFERENTE PARA MAXILA E MANDÍBULA ?

Alguns autores e técnicas são categóricos em diferenciar tempos de espera para que ocorra a osseointegração. Outros, e mais modernamente segue-se o bom senso, a partir de um prazo mínimo tanto para maxila como para a mandíbula. Bränemark e os pioneiros dos implantes osseointegrados falavam de seis meses de espera, tanto na mandíbula quanto na maxila. Kirsch e os seguidores dos implantes cilíndricos mencionavam seis meses para maxila e três meses para mandíbula. Jaef e os favoráveis a implantes cilíndricos com rosca aguardam três meses tanto na maxila quanto na mandíbula. Atualmente, há uma tendência para se aguardar três meses como mínimo em quase todas as técnicas. Algumas falam em quatro meses para a maxila (onde o osso é mais esponjoso), ou para casos onde ocorreram cirurgias mais extensas ou colocação de implantes sem osso circundando todas as suas paredes. Casos mais raros, que envolvem cirurgias mais complexas (levantamento de seio maxilar ou lateralização do dentário inferior), que por não serem tão comuns e por isso não tratadas aqui, precisam de tempo de espera maior (em torno de seis a oito meses).

VOU FICAR SEM DENTES ATÉ LÁ ?

Definitivamente não. Durante o período da osseointegração, em todos os casos e para todos os pacientes, são confeccionadas próteses que se parecem com as definitivas, mas são provisórias, de forma que em hipótese alguma o paciente que recebeu implantes ficará sem dentes até os implantes se osseointegrarem. A alguns clientes especiais (os que usavam prótese total por exemplo) é solicitado e orientado para que fiquem os primeiros dias sem a sua prótese, principalmente para mastigar ou que a usem apenas para falar. Para outros é feito um alívio (desgaste na prótese, por dentro, exatamente na região onde foram colocados os implantes) justamente para que esta prótese provisória não pressione a região dos implantes ou os próprios implantes. Para outros, de acordo com o caso e com o tipo de prótese que usam, é possível que a própria prótese que usam sirva de provisória. Neste caso, são feitos os alívios adequados para proteger os implantes. Outras vezes, dentes que serão extraídos depois da colocação dos implantes por estarem com muita mobilidade, são mantidos na boca durante o período da osseointegração com o único objetivo da ajudarem na sustentação da prótese provisória. Para a colocação de prótese definitiva, são então extraídos.

POSSO SAIR DA CIRURGIA COM UMA PRÓTESE ?

Sim, desde que tenha dentes adjacentes (ao lado da região onde foram colocados os implantes), em condição de apoiar e suportar uma prótese provisória. Existindo estes dentes e mesmo que você não use uma prótese provisória, os dentistas tem dentes, que eles chamam de dentes de estoque, para confecção rápida de um provisório, que algumas vezes são confeccionados antes das cirurgias, outras depois de alguns dias, em função da extensão da própria cirurgia. A questão de ter pilares de apoio para a prótese provisória refere-se ao fato de ter de manter a região onde foram colocados os implantes sem chances de sofrer pressão da mastigação. Em havendo estes dentes para funcionar como apoio em regiões não muito extensas, é até aconselhável e indicado o uso de prótese provisória para melhor proteger os implantes. Não havendo dentes para apoio e se o paciente fizer questão de prótese, podem ser colocados implantes temporários para suportar uma prótese provisória. Em qualquer situação, caberá sempre ao cirurgião-dentista que colocou os implantes a decisão pelo uso de prótese provisória ou aproveitamento da que o paciente usava, visto ser ele quem conhece a situação e condição em que estão os implantes submersos nas gengivas.

SE COLOCAR IMPLANTES, VOU PERDER MINHA PRÓTESE ?

Dependerá exclusivamente do tipo de prótese que vinha sendo usada e do tipo de prótese que está sendo planejada para depois da colocação dos implantes. Por exemplo, se a prótese que vem sendo usada é uma prótese completa (dentadura), feita dentro de princípios corretos de oclusão e em boas condições funcionais e se os implantes colocados foram dois, e dependendo da posição que ficaram em função do osso disponível, é possível que possa ser aproveitada a mesma prótese, anexando-se a ela os encaixes que irão fixá-la aos implantes. Se o paciente se adapta bem à prótese que usa, qualquer que seja o seu tipo, e o que lhe incomoda é a falta de estabilidade, o cirurgião-dentista e o protético poderão usar a antiga como modelo para confecção da nova, o mais semelhante possível, só que agora com estabilidade. De acordo com o caso, poderá o cirurgião-dentista decidir pelo aproveitamento da prótese atual e usá-la apoiada nos implantes como uma prótese intermediária, por um período de um a dois anos. Este procedimento acontece algumas vezes por medida de economia.

POR QUE SE USA PARAFUSO PARA FIXAR A PRÓTESE ?

A utilização de parafusos para fixação de próteses é um dos conceitos novos introduzidos com os implantes osseointegrados. Os encaixes usados até então eram do tipo presilha, grampos ou as próteses cimentadas definitivamente. Por um lado, as próteses não tinham muita estabilidade e, por outro, não tinham como ser removidas para a avaliação, em vista da cimentação. Com o advento dos parafusos, as próteses odontológicas passaram a contar com alguns recursos novos, como principal a vantagem de se poder remover as próteses de tempos em tempos ou quando necessário, para se proceder a uma avaliação de comportamento da gengiva e do próprio osso que circunda os implantes. Essa remoção das próteses parafusadas, através da retirada dos parafusos, pode ser feita também para avaliar melhor a higienização do paciente e para limpeza da própria prótese. Alem dos parafusos de fixação, na Implantodontia moderna, também os munhões (abutments) são parafusados, fazendo com que, em caso de necessidade de remoção de próteses cimentadas, não se percam os pilares, que dependendo da necessidade podem ser refeitos para confecção de outra prótese.

O QUE É DENTADURA IMPLANTADA ?

É uma denominação não muito adequada para a sobredentadura, que aos ouvidos do leigo também não é muito adequada. Na verdade o que é implantado são somente os implantes. A dentadura tem, numa barra que é fixada sobre os implantes, a sua retenção. A expressão ganhou alguma divulgação porque dá uma idéia de que é fixada a partir dos implantes, sem a mobilidade que caracteriza muitas dentaduras, especialmente em mandíbula. Algumas vezes expressões, populares traduzem melhor para o leigo o que é uma determinada coisa do que a denominação científica. Este é um caso típico, porque sobredentadura dá a idéia que algo fica em cima da dentadura, quando na verdade o que irá retê-la (implantes e barra) ficam embaixo. Desde que não induza à idéias erradas e não denote vantagens inexistentes, a linguagem popular ajuda no entendimento. A denominação mais correta correta para a expressão seria prótese total implanto-retida e muco-suportada, que é muito complicada.

VOU PODER TIRAR MINHA PRÓTESE ?

A pergunta transmite inicialmente uma idéia de angustia pelo uso contrariado de uma prótese a que o paciente não se adapta, não suporta ou não lhe agrade a estética. Normalmente estas questões são levantadas por usuários de próteses removíveis parciais ou totais. Para estas situações a resposta é sim. A partir da colocação dos implantes, serão confeccionadas novas próteses, as quais poderão ser fixas ou encaixadas nos implantes, que certamente eliminarão a insegurança de próteses com muita mobilidade. Se o que se questiona é se a prótese poderá ser retirada após colocados os implantes e confeccionada uma nova, a resposta é: depende. Caso a opção seja prótese fixa parafusada aos implantes, o cirurgião-dentista poderá removê-la quando necessário. Na hipótese de a opção escolhida ser prótese fixa cimentada, o paciente não poderá tirá-la, apenas o cirurgião-dentista e com auxílio de instrumentos próprios. Em outra hipótese, de uma sobre-dentadura, o próprio paciente fará sua remoção (simples e rápida) para sua adequada higiene. Neste caso, o fato de tirá-la dos encaixes leva a um novo conceito nas próteses: prótese fixa removível.

MINHA PRÓTESE VAI CONTINUAR SOLTANDO ?

Existem duas possibilidades para as próteses se soltarem: caso elas sejam apoiadas sobre a mucosa (dentaduras) e esta por reabsorção do osso não mais fixá-las adequadamente, ou caso sejam fixadas a dentes desgastados ou núcleos colocados dentro do canal e quando a cimentação é provisória ou os pontos de apoio não são mais suficientes para sustentar toda a prótese. Entre as soluções convencionais para o primeiro caso, está a confecção de uma nova dentadura a cada vez que o osso for sendo reabsorvido e, para a segunda hipótese, continuar cimentando toda vez que a prótese soltar. A partir dos implantes, existem possibilidades concretas de solucionar o problema das próteses que soltam. A razão pela qual os implantes resolvem é que, após sua osseointegração, eles passam a funcionar como pilares, ou pilares adicionais para estabilidade das próteses. Se o problema da instabilidade é a falta de apoio com conseqüente sobrecarga para os poucos ou frágeis pontos de apoio, a adição de implantes para esta função é a solução.

SE COLOCAR IMPLANTES, O QUE PRÓTESE POSSO FAZER ?

No caso da prótese utilizada ser uma prótese total (dentadura completa), a colocação de seis a oito implantes em cada maxila, dependendo do comprimento destes implantes, permite a colocação de uma prótese fixa que pode ser parafusada, de encaixes ou cimentada. Se só for possível a colocação de dois a quatro implantes por maxilar (por fatores de ordem econômica ou disponibilidade óssea), a alternativa é a colocação de uma barra ou bolas e confecção de uma prótese de encaixe. Existe uma alternativa intermediária, que é a colocação de quatro ou cinco implantes (seis se for no maxilar superior) e confecção de uma prótese removível posterior, que, de acordo com o comprimento dos implantes e vontade do cirurgião-dentista e do paciente, poderá ou não ter encaixes nas partes mais extremas da prótese fixa anterior para melhorar a estabilidade da prótese removível posterior.



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