Implantes Dentarios > Pré e Pós

Pré e Pós

QUAIS SÃO AS CONTRA-INDICAÇÕES AOS IMPLANTES ?

As contra-indicações podem ser divididas em locais ou gerais. As locais estão relacionadas à boca e a região a ser implantada e as gerais dizem respeito ao todo do paciente com vistas à cirurgia. Quanto às locais, as mais importantes são: atrofia óssea da região a ser implantada, rebordo ósseo em lamina de faca (fino), proximidade de acidentes anatômicos (canal mandibular, seios maxilares e fossas nasais), alterações ósseas (osteoporose, por exemplo) e outras específicas que devem ser objeto de análise pelo implantodontista. Quanto às gerais, devem ser motivo de atenção do profissional e consulta ao médico do candidato a implantes, se este julgar necessário. As que devem ser avaliadas: doenças cardíacas, vasculares, sangüíneas, renais, reumatóides e metabólicas. Merecem análise: osteoporose, diabetes, alcoolismo, tabagismo acentuado e desequilíbrios psicológicos. Existem também contra-indicações ditas temporárias, que inviabilizam as implantações por um determinado tempo. As mais comuns são infecções sistêmicas nas vias aéreas superiores, gravidez, debilidades passageiras e pacientes com pobre higiene oral, que precisam antes de submeter-se a implantes, ser orientados e motivados. Como os resultados dos implantes têm um sucesso percentual elevado, o implantodontista deve estar atento às questões acima, e o paciente é responsável por relatar anormalidades que podem influir negativamente no resultado. Lembre-se de que, a partir de sua avaliação, o cirurgião-dentista pode decidir o momento mais oportuno para a implantação.

POR QUE TENHO QUE FAZER RADIOGRAFIAS ?

É imprescindível que o implantodontista, antes de colocar implantes, faça uma correta avaliação se é possível sua colocação, onde a pode fazer, que tipo e medidas de implantes pode colocar. Um dos principais elementos para esta avaliação são as radiografias, que podem ser panorâmicas (as mais usadas), oclusais e periapicais. Através das radiografias, feitas por outro especialista da Odontologia, o radiologista, por contrastes de regiões radiopacas e radiolúcidas, pode o implantodontista avaliar as dimensões do tecido ósseo, seus contornos, proximidade dos acidentes anatômicos importantes, qualidade do tecido ósseo e o prognóstico dos dentes adjacentes às regiões onde se pretendem colocar implantes. Também auxiliam o implantodontista durante a cirurgia como guia de direção e posição para os implantes. Depois do período de osseointegração, são solicitadas novas radiografias que servirão para avaliar o estado do osso ao redor dos implantes, sua exata localização (para abertura dos implantes), funcionando como controle clínico com vistas ao início da etapa seguinte que é a confecção de próteses sobre implantes. As radiografias são meio importante de comunicação entre profissionais, tanto no encaminhamento de candidatos a implantes aos especialistas, bem como destes aos protesistas, que irão concluir o caso.

SÃO NECESSÁRIOS OUTROS EXAMES ?

Dois exames importantes são realizados pelo próprio profissional: o exame físico, com atenção especial à cavidade bucal e a anamnese (conjunto de perguntas e informações sobre estado geral do paciente, presente e passado). A partir destes exames podem ser solicitados exames laboratorais específicos ou de rotina. Específicos são para confirmação de alguma patologia e os de rotina, que são solicitados em qualquer intervenção independente de seu grau: exames de sangue HT (hematócrito), HB ( hemoglobina) TTP (atividade de prototrombina e plaquetas). Aos candidatos acima de 50 anos, é boa recomendação, além dos exames acima, que sejam feitos raios-x do tórax e eletrocardiografia. Em função dos resultados, outros exames podem ser eventualmente solicitados, como por exemplo uma glicemia simples de jejum, para caso de suspeita de diabetes. Todos os exames realizados antes da implantação objetivam uma dupla segurança: do paciente e do profissional. Ambos desejam o sucesso das implantações e, para ambos, é importante cercar-se de garantias e seguranças para o correto procedimento. O valor gasto e o tempo despendido nesta etapa são a garantia de que tudo está sendo feito com a devida seriedade.

HÁ NECESSIDADE DE INTERNAÇÃO ?

Ao início desta nova fase dos implantes, com o advento da osseointegração e objetivando dar maior segurança nas intervenções maiores, os pioneiros realizaram algumas intervenções em ambiente hospitalar. Outros utilizaram deste recurso para dar um pouco mais de status ao procedimento. Hoje, com domínio total da técnica e conhecimento amplo acerca de todas as possibilidades e desdobramentos deste tipo de cirurgias, classificadas de pequeno porte e algumas exceções, de médio porte, a quase totalidade das cirurgias é realizada nas próprias clínicas dos implantodontistas. É verdade que a maioria, à medida que foram se dedicando mais aos implantes, desenvolveram melhores condições específicas para a atividade, tais como: centro cirúrgico adequado à Implantodontia, sala de esterilização e ambiente apropriado para atendimento a este tipo de paciente. Atualmente, somente pacientes em condições de estado físico debilitado vão à internação para colocação de implantes, ou pacientes que, por razões próprias, optem por anestesia geral ou analgesia, vão a hospitais. Evidentemente, cada caso merece atenção particular, mas de forma geral a colocação de implantes não exige a internação hospitalar, desde que todos os cuidados sejam tomados no que diz respeito à saúde das pacientes.

É NECESSÁRIA ALGUMA PREPARAÇÃO ESPECIAL ?

A primeira é a preparação psicológica, que envolve desejo e determinação para que os implantes dêem certo e que você possa usufruir deles da maneira que espera. As segunda é seguir corretamente as orientações da equipe odontológica em relação à implantação. De acordo com o caso e por decisão e orientação expressa do implantodontista, podem ser prescritos um benzodiazepino, para controlar a ansiedade e a apreensão; um corticosteróide para prevenir a ação antiálgica e formação de edema, e uma penicilina ou clindamicina como auxiliar na prevenção das perimplantites infecciosas. Estas indicações variam de paciente para paciente e têm por objetivo deixá-lo melhor preparado para o sucesso dos implantes. Recomendações óbvias, mas oportunas de serem lembradas poderiam ser: repouso adequado na noite anterior, alimentação apropriada (consultar o profissional), evitar situações extras, como viagens imediatamente antes ou após as implantações, e programar atividades brandas para os dias que sucedem à cirurgia. Boa medida é se provisionar de boa leitura ou programação de vídeo para o dia da cirurgia. Programar os horários de forma que, tudo seja feito sem atropelos e a chegada na clínica sem atrasos ou afobações.

EXISTE DOR NO PÓS-OPERATÓRIO ?

Não, e este é o depoimento de um paciente de duas cirurgias de implantes e que chegou até elas por nunca ter gostado muito de submeter-se a tratamentos dentários sente-se sinais de realização da cirurgia, mas dor que leve a sofrimento não. Talvez existam pessoas mais sensíveis a implantações e outras nem tanto. Certo é que existem cirurgias maiores (quatro a cinco implantes ou mais) e cirurgias menores (de um a três implantes) e que nestas a sensação de dor é menor do que naquelas. Para cirurgias maiores ou pessoas com maior sensibilidade o implantodontista poderá prescrever algum analgésico tipo dipirona ou paracetamol, em caso de dor pós-operatória residual após a cessassão dos efeitos da anestesia local. Dado que os candidatos a implantes devem ter em mente, quando pensarem em implante é que o tecido ósseo não contém, nesta região a ser implantada, inervações sensitivas, motivo pelo qual além de não sentir a preparação da loja óssea onde serão colocados os implantes, não existe possibilidade de dor nesse tecido. O pouco de sensibilidade que ocorre é relativa ao tecido mole (gengiva), onde existem ramificações e é por isso que são previamente anestesiadas localmente.

VOU TER HEMATOMAS APÓS A CIRURGIA ?

Com exceção de um reduzido grupo de pacientes que tem hematomas, inclusive por uma pressão um pouco maior ao toque, para a maioria, quase totalidade dos pacientes que se submetem a implantações normais, não ocorrem hematomas após a cirurgia. Os hematomas podem ocorrer dependendo do trauma causado aos tecidos e em função de uma maior ou menor predisposição destes, fator que varia de pessoa para pessoa. As cirurgias de colocação de implantes são pouco traumáticas, já que não se pode falar atraumática, visto que toda cirurgia promove algum tipo de trauma. Comparada à maioria das cirurgias de outras partes do corpo, o trauma por ela provocado é mínimo. Por isso o não surgimento de hematomas, que sempre temos associado à idéia de pancada forte ou torção. É importante também saber que um dos requisitos para o sucesso dos implantes e sua osseointegração é justamente o mínimo trauma ao tecido ósseo, de forma que este reaja com reparação e não cicatrização, que era exatamente o que acontecia com os implantes antigamente e que não acontece hoje com esta nova fase conhecida como implantes osseointegráveis.

A BOCA INCHA APÓS A COLOCAÇÃO DOS IMPLANTES ?

O inchaço (edema) pode ser prevenido ou controlado. Ele pode ocorrer em função da abordagem cirúrgica do periósteo (tecido mole em contato direto com o osso), que é ricamente vascularizado. Esta resposta é individual e varia de paciente para paciente. Esta região se constitui no principal sítio da resposta inflamatória. As células da região migram para o foco e aí passam a produzir substâncias, como resposta do organismo. Este, em linhas gerais, e termos leigos é o mecanismo do edema (inchaço). O edema pode ser combatido através da administração de medicamentos. Uns fazem antes do ato cirúrgico (independentemente de saber se o paciente terá inchaço em maior ou menor grau), que é o método preventivo. Outros o fazem depois do ato cirúrgico (depois de constatado o edema), que é o método de controle. Os que medicam antes argumentam que sua ação inicia antes, já como um preparatório preventivo e os que ministram depois justificam ser desnecessária a medicação para aqueles que não produzem o edema. Ambos tem suas razões. O importante é que o inchaço em cirurgias de implantes é pequeno e controlável, o que é exatamente a preocupação do paciente.

PODE HAVER INFECÇÃO DEPOIS DA CIRURGIA ?

Todas as intervenções na cavidade oral são feitas com instrumental e material esterilizado. Em Implantodontia o cuidado é naturalmente maior, dobrado ou triplicado, porque na colocação do implante há a situação invasiva, de abrir o tecido e colocar alguma coisa. Esta é uma das razões do valor um pouco mais elevado da cirurgia de implantes em relação ao valor de outras intervenções. Tudo tem que ser autoclavado ou esterilizado na estufa, ainda que seja para a colocação de um único implante. A preocupação com a infecção existe, porque é uma das principais causas de insucesso dos implantes. Ela acontece com a presença de bactérias, pois estas podem causar destruição dos tecidos ao redor do implante e reabsorção óssea. Nestes casos, está indicado o uso de antimicrobianos que são eficazes nos sítios de implantes. Existem vários medicamentos específicos, praticamente um para cada situação que o cirurgião-dentista elegerá, se for o caso. O que realmente funciona, e é o ponto alto no sucesso dos implantes, é o cuidado no preparatório, não só com o próprio paciente como com o controle da placa bacteriana, visto tratar-se de uma cirurgia eletiva que é programada com antecedência, sem a característica da emergência, comum em muitas cirurgias.

VOU PODER ME ALIMENTAR NORMALMENTE ?

De acordo a extensão da cirurgia, o cirurgião-dentista poderá propor uma dieta progressiva. Normalmente, esta envolve alimentação líquida fria (sucos, vitaminas e sorvetes batidos com leite no liquidificador) no primeiro dia. O detalhe do frio tem objetivo similar à aplicação de gelo (crioterapia) ou seja a prevenção do edema (inchaço). Para o segundo dia, a alimentação provavelmente continuará líquida, podendo passar a pastosa (sopas, mingaus) com a diferença de ser morna. A partir daí, a alimentação irá se regularizar dentro da primeira semana. Na medida da normalização da alimentação, deve haver o cuidado com a região da cirurgia, onde estão os pontos, para que alimentos sólidos não sejam triturados nesta região. Isto poderia acarretar o rompimento dos pontos ou deiscência (retração) da gengiva. É importante que isto seja observado, porque na primeira semana (às vezes na segunda também, de acordo com a extensão da cirurgia), será aconselhada a não utlização da prótese para mastigação. Se preciso, deve-se usá-la apenas por necessidade social ao aparecer em publico. Este pequeno cuidado, que quase não interfere na rotina, é muito importante para o sucesso dos implantes, que se desenha já nos primeiros dias após sua colocação.

PODE-SE MASTIGAR DEPOIS DE PÔR OS IMPLANTES ?

Pode, mas não deve. Algumas vezes são colocadas próteses provisórias logo após a cirurgia. Em outros casos, em função da extensão maior da cirurgia, a provisória é colocada somente após sete a 15 dias, como medida de precaução. Em qualquer das hipóteses, o ideal é não forçar a mastigação na região sobre os implantes nas duas primeiras semanas após a implantação. O motivo para não mastigar é não interferir na tênue união entre osso e implante que existe nas primeiras semanas. Tal qual um braço quebrado, que se engessa para imobilização, os implantes também devem permanecer imobilizados e em repouso no período da osseointegração. Se houver mastigação sobre os implantes, algum alimento mais consistente ou mais duro ou a própria prótese provisória que está sendo usada pode pressionar o implante e movimentá-lo, o que é altamente negativo para sua consolidação. Normalmente, a maioria das pessoas que vai colocar implantes já ficou um bom período sem alguns dentes, portanto algumas semanas a mais não são grande diferença (para o paciente), mas fazem grande diferença para a osseointegração (sucesso dos implantes).



Confira Também:

Seletivas
Manutenção
Custos
Especialistas
Próteses
Garantias
Lapa - 1 - Telefone 3673-2444 - Rua Clélia 1178

Copyright © Dentplan - 2009 - Todos os direitos reservados