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Planejamento

QUANTOS IMPLANTES PRECISO COLOCAR ?

Tantos quantos forem necessários ou tantos quantos forem possíveis se colocar. Não existe uma regra geral. O que existe são casos e indicações. Para cada caso há uma solução específica, até porque não existem bocas iguais. A falta do mesmo dente (um central superior, por exemplo) pode ter sido originada por diferentes situações. Pode ter sido por trauma com ou sem perda de osso em função da natureza do golpe, ou por doença periodontal com ou sem perda óssea, ou ainda com trauma oclusal e abcesso, igualmente com ou sem comprometimento ósseo. Ou ainda por cárie não tratada adequadamente e conseqüente tratamento de canal, com abcesso na raiz e com perda ou não de substância óssea. Cada caso, cada situação traz como conseqüência um maior ou menor grau de perda de tecido ósseo, que é exatamente tudo que o implantodontista precisa para colocar seu implante, maior ou menor, por isso é importante o conhecimento de cada caso para a correta determinação de quantos implantes colocar.

QUANTOS IMPLANTES PRECISO PARA REPÔR TRÊS DENTES ?

O ideal seria a colocação de tres implantes e confecção de coroas unitárias em cada implante colocado na posição de cada dente. Neste tipo de solução, o ideal é colocar implantes com cabeça hexagonal para que as próteses não se movam (girem). Se os implantes forem colocados no dia das extrações ou pouco tempo depois (sem perda óssea), a chance de se conseguir uma boa estética (ficarem iguais aos dentes naturais) é grande. Se o fator preço for decisivo, podem ser colocados dois implantes e feita uma ponte cimentada, apoiada nos dois implantes e um elemento suspenso. Se for realizada também pouco tempo depois da perda dos dentes a estética também ficará boa . A última alternativa, pouco usada e não muito indicada é, no caso de haver um ou dois dentes preparados (desgastados), contíguos aos espaços onde serão colocados os implantes, colocar um só implante na posição mediana e apoiar a prótese nos dentes preparados e no implante. A prótese para este caso pode ser do tipo provisória ou temporária até que o paciente tenha condições de colocar mais dois implantes e aí fazer a prótese definitiva com coroas independentes. Para esta solução também já é importante colocar o primeiro implante hexagonal.

É PRECISO POR UM IMPLANTE PARA CADA DENTE ?

Colocando-se um implante para cada dente, melhoram consideravelmente as condições para o protesista executar um trabalho excelente, sem limitações de apoio para próteses, ou seja sem ter que unir por trás os dentes, fazendo com que seja visível que se trata de uma prótese. Esta união por trás dos dentes da prótese dificulta a higienização, porque o fio dental não pode ser passado direto como nos dentes naturais, tendo que ser introduzido pela ameia (espaço entre os dentes) toda vez que houver uma união. Nos dentes anteriores, por serem visíveis por inteiro, é impossível disfarçar essa união, caso não seja colocado um implante para cada dente. Nos dentes posteriores, depois do canino, já não é tão problemático porque aí esta união não aparece tanto. Fica só a questão da maior dificuldade de higienização. Quando é confeccionada uma coroa sobre cada implante, melhora também a estética das gengivas, principalmente na região das papilas (gengivas entre os dentes) e também com a vantagem de quase não alterar a fonética, porque os espaços por onde sai o som são praticamente os mesmos, o que não acontece nas próteses com dentes unidos. A vantagem econômica de um implante para cada dente é que no caso de se perder outro dente é só colocar mais um implante e outra coroa, o que nem sempre acontece quando as próteses estão unidas em vários dentes.

QUANTOS SÃO NECESSÁRIOS PARA REPOR UM DENTE ?

Para repor só um dente, coloca-se somente um implante. A vantagem deste sistema, em relação às próteses convencionais, é que com o implante não é necessário desgastar os dentes vizinhos para cimentar a prótese, nem tratar o canal destes dentes. É só pôr o implante e a coroa, sem tocar nos dentes vizinhos. Este tipo de trabalho, com o uso de implantes, deixa aparência mais natural sem dar a idéia que se trata de uma prótese dental, pelo fato de não haver a união dos dentes, por trás, para sustentar o pôntico, que corresponde ao dente perdido. O procedimento total para colocação de um só implante varia de 30 a 40 minutos, tempo bastante inferior ao dispendido para fazer o preparo dos dois dentes adjacentes ao perdido e o tratamento de canal. Igualmente, quanto aos custos, uma coroa e um implante saem mais barato do que preparo de dois dentes, canal e confecção de prótese de três elementos. A outra alternativa para solução deste caso, a ponte móvel, além de na maioria das vezes ser perceptível, tem de ser retirada para higienização. Ainda existe o aspecto psicológico: com a língua, pode-se sentir a prótese e lembrar dela. O implante será igual ao dente em tudo, evitando que se possa lembrar de sua existência.

QUANTOS IMPLANTES PODEM FIXAR UMA DENTADURA ?

Por questões de estabilidade e segurança, o ideal são quatro para mandíbula e seis para a maxila (onde o osso é mais mole e frágil). Como situação intermediária é aceita prótese apoiada em três implantes na mandíbula ou quatro na maxila. No caso específico da mandíbula, quando houver bastante altura e espessura óssea que permita colocar implantes de comprimento igual ou maior do que 12 ou 13mm e diâmetro de 4mm é possível, por razões econômicas, ser solucionado o caso com dois implantes. As próteses para estes tipos de casos são chamadas de sobredentaduras (overdentures) por serem dentaduras que além do apoio mucoso das dentaduras convencionais, são retidas pelos implantes, que impedem os movimentos antero-posteriores, indejáveis nas próteses totais. Estas próteses trazem a seus portadores o retorno à mastigação com bons padrões, a confiança de falar e rir em público, além de propiciar um contorno facial de melhor estética e aparência mais jovial, por aumentarem a dimensão vertical das próteses, permitindo um melhor posicionamento de lábio e bochechas, eliminando inclusive rugas conseqüentes ao uso de próteses pequenas.

QUANTOS IMPLANTES VÃO NUMA PRÓTESE DE BOCA TODA?

Antes é preciso saber que tipo de prótese é pretendida, além de quantidade e qualidade óssea. Havendo osso suficiente e se o objetivo for prótese fixa, existem duas alternativas: com coroas unitárias, são necessários 24 implantes (12 na mandíbula e 12 na maxila) ou 14 (oito na maxila e seis na mandíbula) se a prótese for fixa com dentes unidos. Como é relativamente difícil a pessoa perder todos os dentes e ter leito ósseo para por todos os implantes para coroas unitárias, o mais comum são próteses fixas, até o primeiro molar. Outra alternativa, a mais econômica, para próteses de boca toda, é a colocação de seis implantes (quatro na maxila e dois na mandíbula) e a confecção de sobredentaduras. Como se trata de prótese mais simples seu custo é menor e em função da menor quantidade de implantes seu valor total é bem mais em conta. À medida que é aumentado o número de implantes, melhora a condição de suporte para próteses mais complexas. Isto, além do fator econômico, está ligado à condição óssea. Trabalhos maiores exigem não só mais implantes, como também implantes de maior comprimento e diâmetro cujas disponibilidades e possibilidades variam de caso a caso.

POSSO PÔR DOIS IMPLANTES AGORA E DOIS DEPOIS ?

Dependerá dos objetivos a que se destinam e ao tipo de prótese que será colocada. Se forem quatro implantes para partes diferentes da boca e que não serão ligados entre si pelas próteses, em principio é possível. Por exemplo: dois implantes para uma prótese fixa de três elementos na mandíbula e dois implantes para próteses independentes na maxila. Outro fator que deve ser considerado é onde e como está o tecido ósseo da região a ser implantada e como estará este depois. Isto se justifica porque em algumas regiões da boca, de acordo com o tipo de prótese que está sendo utilizada, o osso se reabsorve (todo órgão que não funciona, vai atrofiando), e neste caso a não colocação imediata dos implantes (que, por serem colocados em função, interrompem o processo de reabsorção) pode inviabilizar a colocação em futuro de médio prazo. Uma opção, para o caso de ser econômico o motivo do adiamento da colocação dos dois implantes restantes, é a possibilidade de colocação dos quatro implantes agora, confecção de próteses provisórias (bem mais baratas) depois dos três a quatro meses da osseointegração e programação das próteses definitivas para depois de um ano ou mais se necessário. Se forem implantes, as próteses provisórias podem ser trocadas, caso o período de sua utilização seja muito longo.

SE NÃO COLOCAR AGORA, POSSO COLOCAR DEPOIS ?

O maior prejuízo com a não colocação imediata dos implantes, e que poderá dificultar ou impedir sua colocação futura, é a progressiva perda óssea que ocorre na maioria das pessoas que perdem os dentes. Esta reabsorção óssea é biológica e irreversível, além de ter caráter contínuo e progressivo. Dependendo da faixa etária em que a perda dos dentes acontecem, ela poderá ser em menor ou maior grau. Somente um cirurgião-dentista com bons conhecimentos de Implantodontia, depois de exames, que incluem a tomada de radiografia panorâmica e mensuração óssea; poderá opinar com segurança sobre a possibilidade de postergar o tratamento sem prejuízo em sua qualidade. O que pode acontecer em alguns dos casos a serem estudados é que, com o decorrer do tempo, não é possível a colocação da quantidade e comprimento dos implantes inicialmente previstos, mudando parcialmente o plano de tratamento planejado na melhor fase para colocação dos implantes, que é logo após a realização das extrações dentárias. Se isto por um lado não inviabiliza o tratamento, por outro permite a realização de um tipo de prótese compatível com a época que for realizada.

QUEM PODE DIZER SE SOU CANDIDATO A IMPLANTES ?

Somente um implantodontista ou cirurgião-dentista com reconhecidos conhecimentos na especialidade, principalmente porque o importante não é simplesmente se podem ser colocados implantes e sim quantos, de que tamanho, onde e com que tipo de prótese serão complementados. Outro motivo de se buscar informação segura já na primeira consulta (podem até ser três ou mais profissionais, em função da complexidade do caso) é evitar um grande número de opiniões divergentes de pessoas sem real domínio do tema, gerando confusão e divergências quanto às reais possibilidades de tratamento. Protesistas que se dedicam a confecção de próteses sobre implantes têm boas visões acerca de alternativas de tratamento, possibilidades de utilização deste ou daquele tipo de prótese que serão confirmadas depois dos estudos de viabilidade de colocação dos implantes necessários. O que deve ser tomado com reservas é a opinião de outros pacientes a cerca das possibilidades de colocação de implantes. Pacientes já implantados são ótimos como motivação e como depoimento quanto à efetividade do tratamento. Como ciência, a colocação de implantes deve ser tratada com implantodontistas.

EXISTE OSSO MELHOR OU PIOR PARA PÔR IMPLANTES ?

O osso analisado de uma maneira mais didática para o leigo tem duas partes distintas: cortical ( parte externa) e trabeculada (parte interna). A parte cortical pode ser espessa ou compacta e a trabecular pode ser densa ou de baixa densidade. Na variação das quatro possibilidades e suas combinações é que se pode determinar se o osso de um paciente ou de parte da região do mesmo é de boa ou pior qualidade, com vistas a colocação de implantes. Ainda de forma leiga (dividindo em a, b, c e d) as grandes alternativas quanto a qualidade óssea são: a) a maior parte do osso é constituída por osso cortical compacto; b) camada espessa de osso compacto cortical envolvendo osso trabecular denso; c) maior parte composta de osso trabecular denso com pequena espessura de osso cortical envolvendo; d) pouca espessura de osso cortical rodeando a maior parte de osso trabecular de baixa densidade. Considerando ainda o grau de reabsorção (perda) óssea, que seria o aspecto quantitativo (o visto anteriormente foi o qualitativo), pode se determinar com maior exatidão se um osso é melhor ou pior para implantação, o que será confirmado na hora da preparação do leito ósseo para colocação dos implantes.

DISSERAM QUE NÃO TENHO OSSO, O QUE FAÇO ?

Não se desespere! Pode não ter osso, mas tem solução. Primeiramente é importante saber se quem afirmou que você não tem osso, tinha condições de fazê-lo e usou dos recursos adequados. A simples visualização de uma radiografia panorâmica não é por si só meio seguro de avaliação. Nos casos mais complexos (menos osso) são usados outros recursos tais como planimetria, tomografia computadorizada e densitometria óssea, com o objetivo de ter mais precisão para afirmação categórica sobre o remanescente ósseo. Se ficar constatada a inexistência de osso para colocação de implante, existem alguns recursos simples como o uso de hidroxiapatitas (que, em linguagem leiga, seria osso sintético), osso retirado do próprio osso da cavidade oral na preparação de lojas ósseas para outros implantes, osso animal (bovino) e o uso de membranas (barreiras) para a regeneração tecidual guiada que são formas de, impedindo a penetração da gengiva, permitir que se forme osso onde existia o defeito ósseo. Caso nenhuma destas alternativas resolva, restam ainda os transplantes de osso de outras regiões do corpo (os mais comuns são crista do ilíaco, calota craniana e mento), sem contar com outras alternativas que estão sendo pesquisadas e que passarão a ser utilizadas, assim que comprovadas.



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