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O QUE SÃO IMPLANTES DENTÁRIOS?

São artefatos modernamente confeccionados em titânio, que são introduzidos à pressão ou rosqueados dentro do osso dos maxilares (superior ou inferior) no lugar onde foi perdido o dente natural, com o objetivo de suportar prótese dental, repondo o(s) elemento(s) perdido(s). Quanto antes colocados, em função da reabsorção natural do osso que sustentava os dentes, maiores podem ser seu comprimento e diâmetro, proporcionando melhores condições para uma adequada reabilitação oral, tanto funcional, quanto estética. Em situação ideal, podem repor um único dente perdido e, em situação extrema, através de dois ou mais implantes permitem suportar uma barra que dará estabilidade a prótese total (sobre dentadura). Representam, depois de décadas de estudos e pesquisas, um dos maiores avanços da Odontologia nos tempos recentes, dando esperança a quem já não mais tinha.

DE QUE SÃO FABRICADOS OS IMPLANTES

Modernamente, os implantes são feitos de titânio, em vista das excelentes características de biocompatibilidade com o tecido ósseo e meio bucal, e também pela resistência desse metal às forças a que são submetidos os implantes durante a mastigação. Nos tempos primitivos, o homem usou e tentou de tudo no objetivo de repor dentes perdidos. Pedra, ferro, até partes de conchas foram utilizados na fase empírica. Com a evolução do conhecimento, foram experimentados, com relativo sucesso, o tântalo e o vitálio cirúrgico, dentre outros metais. Com o advento dos implantes que se integram ao osso (fenômeno conhecido como osseointegração) os biomateriais passaram a ser melhor estudados e experimentados. Dessa fase em diante, o titânio passou a ser o metal de eleição de todos os tipos e marcas de implantes, no mundo inteiro, o que por si só já recomenda sua escolha. O fato de ser um elemento neutro colabora para que, além das outras vantagens, ele não provoque nenhuma alteração no meio orgânico, sendo inclusive usado em próteses para refazer fêmur, joelho, clavícula etc.

ONDE SÃO FABRICADOS OS IMPLANTES

Praticamente em todas as partes do mundo são fabricados implantes dentários. Nos continentes mais desenvolvidos, emprega-se tecnologia e maquinário mais evoluído, fazendo com que os Estados Unidos e a Europa apareçam como grandes centros de produção e introdutores de novidade e evolução. Na Europa, o velho continente, a Suécia e a Alemanha disputam a vanguarda e a liderança. Nos Estados Unidos, as mais importantes regiões produtoras são a Califórnia e a Flórida, vindo do novo mundo a maior produção. Os norte americanos, além de grandes produtores de implantes, são também os maiores consumidores dos modelos europeus. Para a América do Sul, o pioneirismo na fase dos osseointegrados, tanto no uso como na produção, cabe aos argentinos. Especificamente no Brasil, de oito anos para cá, começaram a ser produzidos implantes, os primeiros com idealismo e um toque empírico típico de algo que inicia; evoluindo até os dias de hoje com marcas que começam a apresentar melhoras, ficando por conta das nossas universidades a avaliação de sua efetiva qualidade, através de estudos de médio e longo prazo.

OS IMPLANTES EXISTEM HÁ MUITO TEMPO?

O homem, desde os primórdios, preocupou-se em repor dentes perdidos através de próteses dentárias e dentre várias alternativas buscadas, uma foi exatamente a implantação de peças aloplásticas (de natureza diferente ao organismo) com essa finalidade. Comprovando esta afirmação, existe em um museu na Universidade de Harvard (USA) um fragmento de mandíbula identificado como da era pré-colombiana, onde são facilmente visualizados três implantes de pedra negra, que ocuparam em vida o lugar de três dentes, visto que apresentam boa quantidade de tártaro. Como na maioria das áreas do conhecimento humano, a Implantodontia iniciou sua evolução científica vertiginosa no século XX. Já em 1901, era patenteado o primeiro implante nos Estados Unidos. De lá para cá, sua evolução foi impressionante em todas as partes do mundo. No Brasil, os pioneiros começaram a estudar implantes na década de 50 e, a partir dos anos 60, tem-se registros concretos da história da Implantodontia no país.

QUAL É O TAMANHO DE UM IMPLANTE

Os implantes, quanto a suas medidas, podem variar em diâmetro e comprimento. Quanto mais espesso for o osso dos maxilares, mais largo será o implante que se pode colocar e quanto mais alto for o osso na região dos maxilares, mais comprido será o implante que poderá ser colocado. Assim sendo, os fabricantes procuram desenvolver uma variedade de medidas para adequar seus implantes a cada situação. No diâmetro, a variação oscila entre 3 e 6mm e no comprimento esta variação vai de 7 e 8 até 18 e 19mm. Quanto mais largo e longo for o implante colocado, maior será sua capacidade de suporte como raiz artificial. Nas situações em que, por grandes perdas ósseas e devido a longo período sem dentes naturais, resta somente osso de pouca espessura e pequena altura, o implantodontista deverá procurar compensar essa limitação, usando maior quantidade de implantes para sustentação das próteses.

ONDE SÃO FICADOS OS IMPLANTES

Na maioria das vezes, os implantes são ancorados (palavra usada pelos dentistas, pela idéia da âncora do navio, que não sai do lugar) no osso dos maxilares superior e inferior, também conhecido como mandíbula. Quando possível, no caso de extrações recentes, procura-se usar o próprio alvéolo das raízes como lugar ideal para colocação dos implantes. Na ausência destes (alvéolos) os orifícios para colocação dos implantes são abertos aproximadamente na região onde estavam as raízes (quando o objetivo é colocar uma coroa para cada dente perdido, cada uma suportada por um implante). Para os casos de implantações mais tardias, onde alguns implantes sustentarão um número maior de dentes, os lugares escolhidos o são em função da distribuição de forças que cada implante terá que sustentar, sempre que possível, permitindo boa estética. Pacientes que perderam todos os dentes, com implantação mínima de dois a quatro implantes, podem ter dentaduras retidas através de implantes, conhecidas como sobredentaduras.

COMO SÃO FIXADOS OS IMPLANTES?

Existem dois princípios básicos de fixação dos implantes ao osso. O primeiro por rosqueamento (para melhor entendimento, em um tipo de parafuso) e outro sob pressão (ou seja, por penetração, como um prego batido). Para os implantes de parafuso, é obtido um orifício menor que o do implante a ser colocado através do uso de brocas com aumento progressivo de diâmetro. Depois da broca é passado um artefato que promove a rosca no tecido ósseo. Para os implantes a pressão, é confeccionado, também por seqüência progressiva de brocas, um orifício de mesmo diâmetro e comprimento do implante a ser colocado. Em ambos os casos, os implantes são mantidos imóveis para permitir que o osso se una (“cole”) em sua superfície de titânio (osseointegração). Mais recentemente, um conceito que envolve os dois princípios (um pouco de pressão e um pouco de rosca) adicionou o recurso de uma neoformação óssea dentro do implante (que é em forma de cilindro oco rosqueado com janelas de comunicação entre o osso da parte externa e o da parte interna).

OS IMPLANTES FICAM APARECENDO?

Os primeiros implantes na fase da osseointegração, e que em vista do pioneirismo ficaram muito conhecidos, eram originários da Suécia, onde a primeira preocupação é com a reabilitação da função, depois com a possibilidade de higienização e, finalmente, com a estética. Para os padrões da Odontologia brasileira, altamente exigentes no tocante à estética, a primeira imagem dos implantes osseointegrados era de “muito metal aparecendo”, o que não foi bem visto pelos pacientes e retardou inclusive o processo de aceitação dos implantes da fase osseointegrada. Gradativamente, inclusive por exigências estéticas dos norte-americanos e por colaboração destes na solução dos problemas iniciais, as próteses sobre implantes foram evoluindo, e hoje a maioria dos bons sistemas de implantes brinda seus pacientes com belas soluções estéticas. Quando o implantodontista é capacitado e exigente, o resultado final é tão bom que muitas pessoas não são capazes de distinguir qual é o dente natural e qual é o artificial da prótese sobre implantes.

EXISTE REJEIÇÃO AO IMPLANTE DENTÁRIO?

A rejeição acontece quando um órgão é transplantado de uma pessoa para outra (coração, rim, por exemplo), por estabelecimento de uma defesa orgânica natural ao corpo estranho, principalmente por este (o transplantado) ter vida e natureza semelhante ao retirado. Nos implantes dentários, não ocorre rejeição, primeiro porque não são transplantes, e segundo porque não são órgãos e sim metais biocompatíveis e bioinertes, que são implantados e não transplantados. A confusão envolvendo rejeição nos implantes dentários pode ser justificada por ocorrerem na Odontologia transplantes dentários, que normalmente não são rejeitados por serem autógenos (mesmo doador e receptor). Também colabora para esta idéia errada o fato de que, antes dos implantes ficarem famosos, foram famosos os transplantes de coração do Dr. Barnard, que revolucionaram a medicina, porém apresentaram insucessos que ocorriam justamente devido à rejeição. Implantes e transplantes são procedimentos distintos, até mesmo porque os implantes não dão rejeição.



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