Implantes Dentarios > Curiosidades

Curiosidades

OS IMPLANTES PODEM SER COLOCADOS NO CONSULTÓRIO ?

Na fase inicial dos osseointegrados, tanto no Brasil como em outros países, os pioneiros realizavam suas cirurgias em ambiente hospitalar, exatamente por entenderem que parte dos riscos quanto ao sucesso dos implantes estava ligada à esterilização. Este procedimento fazia com que se associasse a idéia de altos custos à colocação dos implantes. Com o uso de autoclaves nas clínicas odontológicas e a adoção de um elenco de medidas no tocante à assepsia, por parte dos profissionais que se dedicam a Implantodontia, a colocação de implantes em consultórios preparados para este fim é tão segura quanto a realizada em hospitais. O que levou de início alguns dos pioneiros a buscar hospitais foi o fato de que, naquela primeira fase, os pacientes operados eram, em sua maioria, casos grandes e extremos, necessitando colocação de muitos implantes em quase toda extensão dos maxilares. Nos dias de hoje, com a Implantodontia evoluída e bem aceita, o mais comum é, constatada a falência de um dente, sua retirada e a colocação imediata de um implante em procedimento simples e seguro, realizado no próprio consultório.

QUANTO DEMORA A COLOCAÇÃO DOS IMPLANTES ?

Depende principalmente da quantidade de implantes a serem colocados. Para o caso da colocação de um só implante, todo o procedimento pode variar de 20 a 40 minutos. Alguns procedimentos são os mesmos quando colocados um ou cinco implantes (preparação da mesa cirúrgica ou paramentação do profissional, por exemplo). Assim sendo, uma colocação de cinco implantes, que matematicamente demandaria duas horas e meia aproximadamente, pode ser realizada em uma hora e meia . Esse tempo total poderia ser abreviado e, na maioria dos casos, só não é por procedimentos de segurança do paciente e profissional, tais como: preparo do leito ósseo que irá receber o implante em frezado (perfuração) seqüencial progressivo ou preparo adequado de prótese provisória que o paciente usará. Especificamente, a colocação simples de um implante é um ato rápido, envolvendo cinco a 10 minutos para cada implante, em procedimento que, na maioria das vezes, nem é percebido pelo paciente, muito embora o anestésico usado seja somente o de efeito local. O maior ou menor tempo necessário para colocação, depende de fatores relacionados à quantidade do osso da área a ser implantada, que algumas vezes exige maior tempo de preparação.

É DOLOROSA A COLOCAÇÃO DOS IMPLANTES ?

Não. A dor não existe nem na colocação e nem no preparo da loja óssea para colocação do implante. Isto não só é constatação da esmagadora maioria dos pacientes de implantes, como depoimento particular deste autor, que já foi paciente de dois atos para colocação de três implantes. Já tendo passado por tratamento de canal, desgaste para remoção de cárie e extrações, a colocação de implantes foi, dentre todos, a que menos senti. Colaboram para isto os modernos anestésicos, de maior potência e efeito mais prolongado e também os pré-anestésicos em forma de spray ou pomada, que nos impedem de sentir inclusive a penetração da agulha. Outra vantagem no tocante à dor na colocação dos implantes reside no fato de o tecido ósseo, diferentemente do tecido mole, não conter ramificações nervosas, motivo pelo qual os procedimentos nele realizados não são percebidos. Como depoimento, na segunda cirurgia para colocação de implantes, estava tão tranqüilo que dormi, tal a segurança que tinha, fruto de nada ter sentido na primeira.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE IMPLANTES?

Afora os implantes mais primitivos, que não chegaram a ser muito conhecidos, alguns tipos de implantes antes da fase dos osseointegrados fizeram sucesso. Dentre eles, os mais conhecidos foram os justaósseos (que eram colocados entre o osso e a gengiva), os agulhados (em formato de agulhas que eram colocadas de três em três, para formarem um trípodo), os laminados (em forma de lâminas, que eram colocados em uma canaleta aberta no osso) e os parafusos (em forma de parafuso, os mais parecidos com os implantes atuais). Na fase moderna dos osseointegrados, os tipos básicos são: em forma de parafuso, que se diferenciam dos parafusos antigos por terem a cabeça hexagonal e um orifício com rosca onde será parafusada a prótese; e os do tipo cilindro para colocação a pressão com janela para crescimento ósseo. O último tipo, que é uma síntese dos mais usados, é um cilindro oco com roscas e janelas que permitem o crescimento ósseo em seu interior e fixação também pelas janelas e parte interna.

EXISTE DIFERENÇA ENTRE UM IMPLANTE E OUTRO?

Além das diferenças de tipos de implantes, ocorrem diferenças por variações nas formas, também por diferentes tratamentos de superfície do titânio e variações quanto à maneira de receber e fixar a prótese. Quanto aos tipos, salvo raras exceções, os modelos seguem as três linhas básicas, mesmo as cópias e imitações que, embora com pequenas diferenças, seguem os princípios dos modelos que lhes deram origem. Com referência à superfície, hoje um tema polêmico, pois em função dela se obtém melhor ou pior qualidade de osseointegração (união ao osso). As três variantes principais são: superfície lisa ou tratada (típica dos parafusos), superfície com plasma spray por oposição de titânio (típica dos implantes cilíndricos) e superfície áspera com jato de pó de titânio usado para remover todas as impurezas que ficam depois da maquinação dos implantes (típica dos implantes cilíndricos de núcleo oco). Embora haja uma tendência para o sistema de hexágono para fixar as próteses, os implantes que recebem munhões para cimentar as próteses estão ganhando terreno, tendo em vista de seus custos reduzidos.

QUAIS SÃO AS MARCAS OU MODELOS MAIS CONHECIDOS ?

As marcas variam de acordo com o fabricante e mencioná-las demonstraria tendência comercial, que não é propósito deste livro. Mencionando modelos e seus criadores já se tem condições de diferenciar bastante bem os mais conhecidos. O mais antigo, com aproximadamente 35 anos e 15 anos de vida comercial é o Bränemark; o segundo, com mais de 20 anos de existência e também cerca de 15 anos de vida comercial é o de Kirsch; o mais recente, com 18 anos de pesquisa e igualmente aproximados 15 anos de vida comercial é o de Jaef. Como todos já foram objetos de cópias, algumas fiéis e outras grosseiras, é importante saber distinguí-los para poder aquilatar e avaliar as variações das respectivas cópias. Em virtude de serem os mais usados e conhecidos, figuram nesta ordem cronológica, que é coincidentemente a de preferência pelos odontólogos no Brasil.

EXISTEM IMPLANTES MELHORES E PIORES ?

Tal como os automóveis, apartamentos e roupas, existem implantes de melhor qualidade e os nem tanto, havendo inclusive ótimos e ruins. Também como nos três exemplos citados, existe os que duram muito (a vida toda) e os que duram pouco, como também é verdade que alguns dão mais garantia, outros não dão. Estas variações estão em função da matéria prima com que são confeccionados, do grau de sofisticação e modernidade do equipamento que os produz, o maior ou menor interesse do fabricante quanto ao controle de qualidade, propiciando diferentes percentuais de refugo, a técnica e o quanto é investido no tratamento de superfície dos implantes e finalmente as condições de embalagem e esterilização dos implantes. A decisão da marca de implantes a ser usada é na maioria das vezes atribuição do cirurgião-dentista, sendo direito do paciente conhecer e saber o tipo de implante que está sendo colocado e certificar-se de ser o de melhor indicação para seu caso, pois devemos considerar que implantes são para o resto da vida e que é mais difícil a sua substituição do que sua colocação.

HÁ QUANTOS ANOS SE COLOCA IMPLANTES NO BRASIL ?

Os primeiros implantes realizados no Brasil datam de 1951 e foram do tipo justaósseo (também conhecidos como subperiósteos colocados entre a gengiva e o osso). Em 1953, foram apresentados na ABO (Associação Brasileira de Odontologia), em forma de trabalho científico, as dentaduras implantadas como eram conhecidas na época, por Paulo Areal e Benjamim Bello. Estes mesmos dois pioneiros, em 1955 ministraram o primeiro curso de Implantodontia, também na ABO do Rio de Janeiro, para, em 1956, publicar o primeiro livro sobre implantes no pais. Em São Paulo os pioneiros datam de 1959, tendo o Dr. João Jorge Barros como seu realizador, sendo que os implantes utilizados também foram do tipo justaósseo. Outro pioneiro, que também publicou livro, é José Alves de Souza, do qual conhecemos pacientes que portam implantes por ele colocados há aproximadamente 40 anos. Outros pionerios que, estarem ainda atuando na especialidade, não são citados por questões éticas, tiveram importância na história recente da Implantodotia.

OS IMPLANTES DENTÁRIOS SÃO CONFIÁVEIS ?

Se a casuística dos implantes no Brasil está chegando a 50 anos, e a mundial em 2001 completará 100 anos, o tempo está com a verdade sobre o confiar em implantes. Na fase mais recente, os implantes, além de passarem pelo crivo do tempo, têm nos estudos de acompanhamento de médio e longo prazo realizados em universidades de conceito indiscutivel o seu maior embasamento científico. Os implantes sérios da atualidade, antes de serem utilizados em humanos são estudados experimentalmente em animais, dentro de rígidos parâmetros de controle e debaixo de critérios de sucesso estabelecidos e aceitos internacionalmente. Aqueles que procuram total confiança nos implantes que serão colocados, poderão pedir aos implantodontistas a bibliografia deste tipo de implante, onde aparecem os lugares e os tipos de estudos, além de há quanto tempo e por que entidade independente os mesmos foram realizados.

OS IMPLANTES SÃO PARA O RESTO DA VIDA ?

Diferentemente de tudo que usamos ou compramos que tem uma vida útil, que se por um lado não sabemos precisar quanto será, por outro sabemos que não irão nos acompanhar pelo resto de nossos dias (assim acontece com roupas, calçados, objetos de uso pessoal, até mesmo automóvel) os implantes dentários são colocados com o propósito de durarem para sempre. Todos os estudos e pesquisas, as mudanças de formato e do material com que eram confeccionados e a evolução da própria técnica de colocação dos implantes, que hoje obedece a rígido protocolo, são no objetivo de se chegar ao que se acredita atingido hoje em dia: um implante para o resto dos dias de quem o usar, ainda que o paciente que o porte seja um jovem de 15 a 20 anos, com uma expectativa de vida de mais 50 ou 60 anos. Por esta razão, é tão importante a escolha correta por parte do profissional que irá colocar , como dos próprios, ainda que você já tenha 50, e lhe esperem mais 25, oxalá outros 50, e em boas condições de saúde (inclusive bucal), com implantes. A única ressalva que deve ser feita é sobre alguns pacientes descuidados, que cedo perderam os dentes naturais, os quais a natureza fez para toda vida, porque estes apresentarão maior risco também com relação aos implantes.

COM IMPLANTES POSSO MASTIGAR TUDO ?

As próteses totais, que eram orgulho da Odontologia no pós-guerra, e aqui falamos da segunda Guerra), hoje são peças dignas de museu. Ajudavam bastante os seus usuários, minimizando o sofrimento da mutilação dental. Colaboravam na estética, na fonética, mas tinham na mastigação a sua grande limitação. Alimentos mais sólidos, como carnes por exemplo, que demandam mais força na mastigação, maior poder de corte dos dentes anteriores e maior capacidade de maceração pelos dentes posteriores eram e são até hoje o grande tormento das próteses totais convencionais. A diferença básica entre as próteses totais e as retidas por implantes está na sua sustentação. Enquanto as primeiras flutuam sobre as gengivas, as sobre implantes são fixas nos ossos maxilares por parafusos e encaixes, dando ao seu usuário a sensação agradável de poder desfrutar de todos os prazeres conhecidos no passado, como os de poder mastigar, morder e sorrir. As limitações, que por ventura puderem existir, serão, na maioria dos casos, pelo retardo da decisão em se colocar implantes, o que minimiza as as chances de colocação de implantes maiores.

IMPLANTE E REIMPLANTE SÃO A MESMA COISA ?

Implantes são dispositivos aloplásticos (de natureza diferente da parte do organismo que os irá receber), que na Odontologia de hoje, em sua quase totalidade, são confeccionados em titânio, material biocompativel, bioinerte e neutro; e são colocados dentro dos ossos maxilares para sustentar dentes artificiais, similares aos perdidos. Reimplante é a recolocação de um dente avulsionado ( perdido, arrancado), normalmente por trauma (os mais comuns em acidentes com automóveis, bicicletas, rollers ou pancadas do tipo queda, soco etc.) em seu próprio alvéolo (lugar onde estava antes) pelo cirurgião-dentista, debaixo de adequadas condições de assepsia e esterelização. Assim como os implantes, os reimplantes, na maioria dos casos, dão resultado positivo e são melhor sucedidos quanto antes realizados, motivo pelo qual, se alguma vez lhe acontcer de estar perto de uma pessoa que por golpe perdeu um dente, oriente-a a encontrar o dente e colocá-lo em baixo da língua, procurando imediatamente um cirurgião-dentista.

E O QUE SÃO OS TRANSPLANTES DENTÁRIOS ?

Diferentemente dos implantes e reimplantes, em que as extrações e perdas dos dentes acontecem natural ou involuntariamente; nos transplantes dentários, os dentes são removidos intencionalmente pelo cirurgião-dentista, com o propósito de colocá-los em outra posição, onde sua presença seja mais necessária. Algumas vezes, em transplantes dentários, são necessárias algumas alterações na forma da coroa do dente, tendo em vista o formato do que ele estará substituindo. Estas são feitas com brocas especiais, assim como são feitas algumas modificações no osso onde será colocado, por causa do diferente formato ou posição das raízes do dente que esta sendo transplantado. Por conta dos envolvimentos, riscos, taxas de sucesso e dificuldades, os transplantes dentários ainda não são procedimentos de rotina nos consultórios dentários e só são realizados quando condições ideais estão presentes ou sua necessidade for extrema. Em casos indicados e oportunamente realizados, têm apresentado bons resultados, como atestam pesquisas em todo o mundo.

OS MÉDICOS TAMBÉM COLOCAM IMPLANTES ?

Sim, os médicos colocam implantes de maneira parecida e em procedimentos semelhantes aos dos implantes dentários. A principal diferença entre os implantes usados por médicos e dentistas é seu tamanho, pela finalidade proposta que é a de sustentar ossos ou dispositivos que os sustentem. A especialidade médica que mais usa implantes é a Ortopedia e o seu objetivo é a sustentação de ossos com múltiplas fraturas ou de difícil consolidação. Como não há a necessidade de mastigação ou aplicação de forças extremas nas próteses ortopédicas e o implante tendo que somente dar apoio às estruturas, não precisando aderir-se ao osso, os procedimentos cirúrgicos, e às vezes o próprio material empregado, são diferentes. Em alguns países da Europa, o dentista é medico antes de ser dentista e, por isso, os que conhecem a Implantodontia na Europa imaginam que lá são os médicos que colocam implantes dentários. Nas três Américas, esta tarefa por lei é exclusiva dos cirurgiões-dentistas.

OS IMPLANTES SÃO COLOCADOS SÓ NA BOCA ?

Afora os implantes já mencionados da cirurgia ortopédica, alguns implantes de tipos parecidos com os implantes dentários e em procedimentos cirúrgicos que seguem padrões similares aos odontológicos, estão sendo colocados em outras regiões do corpo com finalidades protéticas parecidas com as dentárias. Assim é que alguns implantes estão sendo colocados no processo mastóide (osso atrás da orelha) para segurar próteses auriculares, outros no orbital para sustentar próteses oculares e também no osso facial para fixação de próteses nasais. Fora da cabeça, implantes também estão sendo colocados nas falanges remanescentes de dedos perdidos, com propósito de fixação de prótese com dedos artificiais. Outras regiões que algumas vezes recebem implantes são a calota craniana e crista do ilíaco. Nesses casos, em uma segunda cirurgia, estes implantes são transplantados juntamente com osso para maxilares com perdas ósseas severas. Todas essas cirurgias realizadas fora da cavidade bucal, são por médicos ortopedistas.



Confira Também:

Manutenção
Custos
Diversos
Seletivas
Planejamento
Especialistas
Lapa - 1 - Telefone 3673-2444 - Rua Clélia 1178

Copyright © Dentplan - 2009 - Todos os direitos reservados